Netanyahu defende construções antes de visita a Obama

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reafirmou ontem o direito de seu país de construir assentamentos em Jerusalém Oriental. Hoje, ele deve ter uma delicada reunião com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quando o tema será tratado.

AE, Agencia Estado

23 de março de 2010 | 11h13

"O povo judeu estava construindo em Jerusalém três mil anos atrás, e o povo judeu está construindo em Jerusalém hoje. Jerusalém não é um assentamento. É a nossa capital", afirmou, durante palestra a um grupo de lobby judaico, o Aipac.

Hoje, no fim do dia, Netanyahu se encontrará com Obama. Será a primeira reunião dos dois líderes desde que o governo norte-americano condenou Israel por anunciar novas construções em Jerusalém Oriental, durante visita ao país do vice-presidente dos EUA, Joe Biden. Os palestinos querem Jerusalém Oriental como capital de seu futuro Estado independente.

Palestinos

Os palestinos advertiram hoje que a recusa de Netanyahu em congelar os assentamentos em Jerusalém Oriental ameaça os esforços dos EUA para a retomada das conversas indiretas de paz. "O que Netanyahu disse não ajuda os esforços norte-americanos e não serve aos esforços da administração norte-americana para que os dois lados retornem às negociações indiretas", disse Nabil Abu Rudeina, um porta-voz da Autoridade Palestina.

"As políticas e as ações do governo de Netanyahu levam à destruição de todas as oportunidades disponíveis para um processo sério de paz e negociações bem-sucedidas", ressaltou o porta-voz. "Os comentários de Netanyahu provam que ele não quer voltar a quaisquer negociações sérias", notou o funcionário palestino. "Eles são incompatíveis com a lei internacional, que considera Jerusalém a capital de dois Estados." As informações são da Dow Jones.

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