Jim Hollander/Efe
Jim Hollander/Efe

Netanyahu defende novas construções em Jerusalém Oriental

Premiê diz que é 'direito e dever' de Israel fazer obras em toda a extensão 'de sua capital'

Associated Press

02 de novembro de 2011 | 13h42

JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, defendeu nesta quarta-feira, 2, sua decisão de expandir a construção de assentamentos em Jerusalém Oriental, afirmando que é "o direito e o dever" do governo fazer obras em todas as partes de sua capital.

 

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Na terça, o governo informou que 2 mil novos apartamentos seriam construídos nas áreas judaicas da região leste da cidade. Autoridades disseram que a decisão faz parte da represália israelense ao reconhecimento do Estado palestino na Unesco, o braço da ONU ligado à educação, à ciência e á cultura. As novas obras foram condenadas por palestinos, pela União Europeia e pela Grã-Bretanha.

 

Falando em uma sessão parlamentar especial, Netanyahu defendeu as construções em Jerusalém e afirmou que a cidade nunca foi capital de outro povo que não fossem os judeus. "Construímos em Jerusalém porque é nosso direito e nosso dever para esta e para as futuras gerações, não como punição, mas como o direito do nosso povo para construir essa eterna cidade", disse o premiê.

 

Netanyahu ainda prometeu que Jerusalém "não retornará ao estado da véspera da Guerra dos Seis Dias (de 1967)". A declaração do premie refere-se à indisposição das autoridades israelenses em negociar o status da cidade com os palestinos, que querem a porção oriental do local como sua capital. O território foi anexado por Israel durante o conflito citado por Netanyahu, assim como a Cisjordânia e as Colinas de Golã.

 

Os projetos anunciados por Netanyahu não são novos, mas o premiê ordenou que o processo fosse acelerado. Tais planos normalmente levam anos para sair do papel por conta do planejamento e procedimentos de permissão, mas não ficou claro quando as obras teriam início. De acordo com o premiê, todas essas casas farão parte de Israel mesmo com qualquer acordo futuro.

 

Os palestinos exigem o fim de toda construção de assentamentos israelenses para que as negociações de paz possam ser retomadas. Israel rejeita tais condições, insistindo que o assunto só será resolvido por meio do diálogo.

 

O anúncio das obras - e sua ligação com o reconhecimento palestino na Unesco - causou a ira de autoridades palestinas. "Israel tem uma escolha entre os assentamentos e a paz, entre as negociações e a ditadura, entra o passado e o futuro. O governo escolheu os assentamentos, o passado e a ditadura", disse Saeb Erekat, negociador chefe palestino. 

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