Netanyahu diz que deportará africanos clandestinos

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que milhares de africanos que entraram clandestinamente em Israel serão deportados aos seus países de origem. Netanyahu declarou nesta quarta-feira que Israel proibiu o fluxo de imigrantes africanos para o país durante os últimos sete meses. Os comentários do premiê foram feitos enquanto ele visitava a cerca que Israel construiu na fronteira com o Egito para evitar a entrada dos imigrantes. Netanyahu deu as declarações pouco antes das eleições gerais em Israel.

AE, Agência Estado

02 de janeiro de 2013 | 17h09

Netanyahu disse que começará em breve a "repatriar dezenas de milhares de infiltrados em Israel para seus países de origem". Cerca de 60 mil africanos entraram no Estado judeu no últimos anos, sendo que alguns procuravam asilo e outros trabalho.

Sigal Rozen, que lidera um grupo de ajuda a imigrantes, disse que é pouco provável que Israel possa deportá-los, visto que muitos vêm de zonas de conflito e países que não possuem relações diplomáticas com Israel. Ela afirmou que a promessa do primeiro-ministro pode ter sido um comentário para conquistar votos nas eleições de 22 de janeiro.

As informações são da Associated Press.

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