Netanyahu diz que Israel manterá partes da Cisjordânia

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo que seu país vai mater partes da Cisjordânia para sempre, declaração que deve provocar os palestinos e complicar a missão de paz do enviado dos Estados Unidos. Netanyahu fez a declaração sobre o disputado território horas depois de uma reunião com George Mitchell, o enviado ao Oriente Médio do governo do presidente Barack Obama. Mitchell tem se reunido com líderes israelenses e palestinos desde o final da semana passada na expectativa de romper o impasse sobre a construção de assentamentos por Israel.

AE-AP, Agencia Estado

24 de janeiro de 2010 | 15h35

"Nossa mensagem é clara: estamos plantando aqui, continuaremos aqui e construiremos aqui, este lugar será uma parte inseparável do Estado de Israel eternamente", disse Netanyahu durante uma cerimônia de plantio de árvores em celebração ao dia da árvore judaico, num assentamento ao sul de Jerusalém. A participação de Netanyahu em duas cerimônias de plantio de árvores hoje em assentamentos na Cisjordânia é uma aparente tentativa de acalmar os colonos judeus que se opõem veementemente à sua decisão - tomada sob intensa pressão norte-americana de diminuir as construções na Cisjordânia. Os dois assentamentos ficam em áreas que Israel quer manter caso um acordo final seja alcançado com os palestinos.

Na véspera da chegada de Mitchell, semana passada, Netanyahu disse que Israel queria manter a presença na Cisjordânia mesmo que um acordo de paz seja alcançado, com o objetivo de proteger o centro de Israel de ataques de mísseis realizado por militantes.

Os palestinos querem toda a Cisjordânia e Jerusalém oriental, territórios ocupados por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, para a formação de um futuro Estado independente e afirmam que os assentamentos prejudicam essa meta. Eles se recusam a retomar as negociações de paz até a paralisação da construção de todos os assentamentos, o que Netanyahu se recusa a fazer.

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