JACK GUEZ/AFP
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Netanyahu diz que tomará medidas ‘ofensivas e defensivas’ após ataque em Israel

Exército israelense revogou mais de 80 mil permissões de palestinos da Cisjordânia para visitarem parentes no território israelense durante o Ramadan

O Estado de S. Paulo

09 Junho 2016 | 08h54

JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, anunciou nesta quinta-feira, 9, que tomará medidas "ofensivas e defensivas" após o ataque cometido por dois palestinos em Tel-Aviv na noite de quarta-feira, no qual quatro pessoas morreram e seis ficaram feridas.

"Houve um caso muito difícil aqui de assassinato a sangue frio por terroristas desumanos", disse o premiê acompanhado por seu recém-nomeado ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, e o titular de Segurança Pública, Gilad Erdan, em seu retorno durante a madrugada de uma viagem oficial à Rússia, informaram veículos de imprensa israelenses.

Após qualificar a situação como um desafio ao qual Israel responderá "firme e inteligentemente", Netanyahu disse que manteve uma discussão com os membros de seu governo "sobre uma série de medidas ofensivas e defensivas para agir contra este fenômeno", sem oferecer mais detalhes.

Pelo menos quatro pessoas morreram e outras seis ficaram feridas em Tel-Aviv, quando duas pessoas abriram fogo na quarta-feira à noite em um restaurante do popular Sarona Market, uma área comercial da cidade situada em frente à principal base militar de Israel e sede do Ministério da Defesa.

Os agressores foram identificados pelas autoridades israelenses como dois primos palestinos de 21 anos originais de Yatta, ao sul da cidade de Hebron, na Cisjordânia, que não tinham as permissões necessárias para estarem em Israel.

Um deles foi detido no local e o outro foi atingido por disparos de um policial durante sua fuga e se encontra hospitalizado.

O gabinete de segurança israelense anunciou uma reunião de emergência para esta tarde. O Exército de Israel já afirmou que enviará mais dois batalhões para a Cisjordânia “de acordo com avaliação da situação”. A medida, envolvendo centenas de tropas, ainda inclui soldados de infantaria e de unidades de força especiais.

Visitação. O Exército israelense revogou permissões nesta quinta-feira para mais de 80 mil palestinos visitarem Israel durante o mês sagrado muçulmano do Ramadan, que já está acontecendo, após o ataque em Tel-Aviv.

Depois de consultas de segurança supervisionadas por Netanyahu, o Exército informou que revogará cerca de 83 mil permissões emitidas para palestinos da Cisjordânia para visitarem parentes em Israel durante o mês de jejum sagrado.

Tais medidas, incluindo restrições ao acesso do complexo da mesquita de Al-Aqsa, local sagrado no coração da Cidade Antiga ao qual os judeus se referem como Monte do Templo, levaram no passado a uma crescente tensão com palestinos.

Após o ataque, fogos de artifício foram disparados em partes da Cisjordânia. Em alguns acampamentos de refugiados, pessoas cantaram e agitaram bandeiras.

De acordo com moradores, as comemorações não tinham relação com a quebra do jejum do Ramadan ao anoitecer. Eram, na verdade, celebrações das mortes, realizadas por moradores de Yatta. /EFE, Reuters e Associated Press

Veja abaixo: Mortos em Tel-Aviv

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