Netanyahu é alvo de críticas por libertar prisioneiros

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, era alvo de críticas de todos os setores políticos nesta segunda-feira por causa do projeto de libertar 26 prisioneiros palestinos que, segundo autoridades, foram condenados por ataques que mataram israelenses.

Agência Estado

28 de outubro de 2013 | 16h01

A libertação, que acontece na terça-feira, é parte de um acordo intermediado pelos Estados Unidos para restabelecer as negociações de paz com os palestinos. Trata-se da segunda de um total de quatro libertações de prisioneiros palestinos com longas penas que deve acontecer nos próximos meses.

O anúncio dos nomes nomedos prisioneiros deu origem a uma onda de críticas. Dentre eles há pessoas presas por participação na morte de israelenses. Na maioria dos casos, os assassinatos aconteceram antes do início das negociações de paz, em 1993.

Israel tem um longo histórico de trocas assimétricas de prisioneiros com seus adversários árabes, mas a libertação desta semana parece especialmente mais complicada porque Israel está recebendo pouco em troca, a não ser a oportunidade de conduzir as negociações que poucas pessoas acreditam que terão sucesso.

"Libertar terroristas é imoral, enfraquece Israel, coloca em perigo cidadãos israelenses", declarou Naftali Bennett, líder do partido extremista Lar Judaico (Bait Yehudi) em sua página no Facebook. "Israel tem se humilhado há 20 anos com acordos para a libertação de terroristas e é hora de colocar um fim nisso."

Pini Rosenberg, cujo pai, um sobrevivente do campo de concentração de Sobibor, foi morto num ataque de 1994, disse que os ministros do governo não consideram o peso emocional para as famílias em luto. Um homem condenado pelo assassinato de seu pai está entre os que serão libertados na terça-feira.

Dentre os críticos há até mesmo membros mais pacíficos da coalizão. Segundo eles, Netanyahu poderia ter evitado a libertação se tivesse aceitado os pedidos palestinos para interromper a construção de assentamentos na Cisjordânia ou baseado as negociações nas fronteiras para um futuro Estado palestino nas linhas anteriores a 1967, quando Israel capturou a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza, territórios que os palestinos querem para seu futuro país. Fonte: Associated Press.

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