Netanyahu faz visita-surpresa à Jordânia

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez uma visita sem aviso prévio hoje a Jordânia. Líderes regionais buscam estabelecer as bases para reiniciar os esforços de paz entre Israel e os países árabes antes de o líder israelense viajar para Washington para um encontro com o presidente norte-americano Barack Obama. Netanyahu tem tentado estabelecer uma cooperação com países árabes moderados contra o que ele diz ser uma ameaça representada pelo Irã e seus aliados regionais - o Hezbollah no Líbano e o Hamas na Faixa de Gaza. Na segunda-feira, Netanyahu foi ao Egito para conversações com o presidente Hosni Mubarak.

AE-AP, Agencia Estado

14 de maio de 2009 | 12h42

Na reunião de hoje, ele encontrou-se com o rei jordaniano Abdullah II, que tem trabalhado por uma solução abrangente para os conflitos de Israel com o mundo muçulmano, alinhado com os esforços da administração Obama de ligar o progresso de paz com a desaceleração as ambições nucleares do Irã. Netanyahu, porém, afirma que o processo de paz não pode progredir até que a influência do Irã na região seja reduzida. Abdullah pressionou Netanyahu a "declarar imediatamente seu compromisso com uma solução de dois Estados (Israel e Palestina), a aceitação da iniciativa de paz árabe e a tomada de medidas necessárias na direção de uma solução", segundo um comunicado do palácio real.

A nota não diz qual foi a resposta de Netanyahu e o porta-voz do líder israelense não foi encontrado para comentar. Netanyahu deve ouvir uma mensagem parecida do papa Bento XVI quando encontrar-se com o pontífice ainda hoje na cidade de Nazaré. O papa tem usado sua primeira visita à Terra Santa para pedir a criação de um Estado palestino ao lado de Israel. A eleição de Netanyahu neste ano foi mal recebida no mundo árabe em razão de suas posições linha-dura sobre a devolução de terras tomadas nas guerras no Oriente Médio e sua recusa em apoiar a independência palestina.

No Egito, ele procurou ajudar a construção de uma coalizão de países árabes contra o Irã e disse esperar renovar as conversações de paz com os palestinos nas próximas semanas, mas não endossou a criação de um Estado palestino. Os Estados Unidos compartilham a preocupação israelense sobre o Irã e seu programa nuclear, mas afirmam que países árabes moderados não vão formar um grupo contra Teerã a menos que Israel tome medidas para promover a paz. O Irã diz que seu programa nuclear tem como objetivo produzir energia, mas Israel, os Estados Unidos e outros países ocidentais acreditam que Teerã está tentando desenvolver armas atômicas.

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