Netanyahu: Hamas e Estado Islâmico têm mesma crença

Netanyahu: Hamas e Estado Islâmico têm mesma crença

Netanyahu acusou o Hamas de cometer "os verdadeiros crimes de guerra" em Gaza ao usar civis palestinos como escudos humanos

Estadão Conteúdo

29 de setembro de 2014 | 15h33

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, comparou os recentes bombardeios de seu país contra a Faixa de Gaza aos ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos contra o grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria, afirmando que o Hamas e o grupo extremista sunita compartilham o mesmo objetivo de dominar o mundo.

Em discurso durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Netanyahu acusou o Hamas de cometer "os verdadeiros crimes de guerra" em Gaza ao usar civis palestinos como escudos humanos. A declaração foi uma irritada resposta ao discurso do líder palestino Mahmoud Abbas, também na ONU, semana passada, no qual ele acusou Israel e realizar "uma guerra de genocídio" em Gaza.

Netanyahu protestou contra os líderes mundiais que condenaram Israel por sua guerra contra o Hamas e elogiou o presidente Barack Obama por atacar os militantes do Estado Islâmico e outros extremistas no Iraque e na Síria.

Eles "evidentemente não entendem que o Estado Islâmico e o Hamas são ramos da mesma árvore envenenada", disse o premiê israelense.

Netanyahu disse que os líderes do Estado Islâmico e do Hamas compartilham o mesmo objetivo de impor o Islã militante ao mundo. "O objetivo imediato do Hamas é destruir Israel, mas o grupo tem um objetivo mais amplo", disse ele. "No que diz respeito aos objetivos finais, o Hamas é o Estado Islâmico e o Estado Islâmico é o Hamas."

Ele disse que Israel não pode ser acusado de genocídio em Gaza, já que avisou com antecedência os civis do território sobre os ataques.

Segurando a imagem do que afirmou ser um lançador de foguetes do Hamas com crianças por perto, Netanyahu disse que o grupo escondeu foguetes em escolas e casas e usou civis como escudos humanos.

Israel "fez tudo para minimizar a morte de civis. O Hamas fez tudo para maximizar a morte de civis", disse ele.

Durante os 50 dias da guerra em Gaza, que acabou em 26 de agosto, Israel lançou milhares de ataques contra o que afirmou serem alvos do Hamas no território costeiro densamente povoado, enquanto militantes de Gaza dispararam milhares de foguetes contra Israel. Mais de 2.100 palestinos foram mortos, a grande maioria civis, e cerca de 18 mil casas foram destruídas, segundo dados da ONU. Sessenta e seis soldados e seis civis foram mortos do lado israelense. Fonte: Associated Press.

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