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Netanyahu já reconheceu vitória de Sharon

O primeiro-ministro israelense, ArielSharon, venceu as eleições primárias de seu partido, o direitista Likud, derrotando o chanceler Binyamin Bibi Netanyahu e habilitando-se a disputar um novo mandato de chefe de governonas eleições gerais de 28 de janeiro. Segundo projeções das redes de televisão israelenses. Após ver as projeções, e antes mesmo de sair o resultado oficial, Bibi reconheceu publicamente sua derrota, parabenizou Sharon e prometeu trabalhar com o primeiro-ministro para avitória do Likud nas eleições gerais de janeiro.Sharon, de 74 anos, obteve 59% dos votos, e Netanyahu, de 55 anos, 36%. Moshe Feiglin ficou com o restante.O pleito desta quinta-feira, que mobilizou os quase 300 mil militantes, era o centro das atenções israelenses, mas acabou sendoeclipsado pelos atentados de Mombasa (Quênia) e Beit Shean (norte de Israel), um reduto do Likud. Contudo, esses incidentes aparentemente não influíram no resultado.Mais de 670 urnas estavam à disposição do eleitorado do Likud. A votação começou por volta de 10 horas (6 horas de Brasília) e encerrou-se 12 horas depois.A vitória de Ariel Sharon já era esperada. As pesquisas indicavam uma vantagem a favor dele de pelo menos 20 pontos porcentuais. Sharon é o favorito dos institutos também para aseleições de 28 de janeiro, quando enfrentará o Partido Trabalhista, de Amram Mitzna.O êxito do primeiro-ministro é apontado como conseqüência do tom de conciliação que ele deu à sua campanha, ao contrário do agressivo discurso do adversário.Netanyahu prometia, se eleito, deportar o líder palestino Yasser Arafat e vetar a criação de um Estado palestino. Essas eram, basicamente, as diferenças entre os dois candidatos. Nesta quinta-feira, antes do encerramento da votação, segundo a rede de TV CNN, Netanyahu estaria procurando tirar vantagem dos atentados."Atirar num avião israelense me parece algo extremamente grave, que dá uma nova dimensão ao conflito", disse ele.Para o jornal Yediot Aharonot, a derrota de Netanyahu causaria um racha no Likud. Os partidários dele poderiam passar a apoiar a ultradireitista União Nacional-Israel Beitenu,liderada por Avigdor Liberman.

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