Netanyahu mostra postura ambígua sobre assentamentos em Jerusalém

Gabinete do premiê segue confuso por falta de garantias apresentadas pelos EUA no acordo

estadão.com.br

17 de novembro de 2010 | 09h29

JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, mostrou uma postura contraditória em relação à negociação da construção de novos assentamentos em Jerusalém Oriental com os EUA e tem confundido seus ministros, informa nesta quarta-feira, 17, o jornal israelense Haaretz.

 

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O gabinete do premiê emitiu um comunicado na manhã desta quarta negando que as negociações com Washington levantaram a possibilidade de ser estendida a moratória sobre as colônias de Jerusalém Oriental. "As discussões com os EUA para reformular a estratégia não tocou no assunto de Jerusalém", diz a nota.

 

A última posição do governo, porém, vai no sentido contrário dos comentários do próprio Netanyahu no sábado, quando o premiê disse ao conselho de seus sete ministros principais que ele teve garantias da secretária de Estado dos EUA, Hlllary Clinton, de que a parte leste da cidade sagrada não seria afetada pela paralisação.

 

A moratória de dez meses decretada por Israel - que durou de dezembro de 2009 a setembro de 2010 - não incluía Jerusalém. O congelamento expirou no dia 26 de setembro e levou o diálogo de paz direto retomado com os palestinos à estagnação. Os EUA lutam por uma nova suspensão nas obras.

 

A parte oriental de Jerusalém é um dos pontos mais sensíveis das negociações entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP). Os palestinos reclamam a área como capital de seu futuro Estado, enquanto os israelenses não querem abrir mão da cidade sagrada.

 

Os ministros de Netanyahu atrasam propositalmente a votação de um acordo com os EUA justamente para pressionar por uma posição mais clara de Washington em relação aos assentamentos em Jerusalém, principalmente se uma nova paralisação será solicitada ao fim dos 90 dias propostos pelos americanos.

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