Netanyahu: mundo deveria apoiar autodefesa israelense

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu rejeitou hoje o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) segundo o qual Israel cometeu crimes de guerra no conflito de três semanas iniciada em dezembro de 2008 em Gaza. Netanyahu advertiu os líderes mundiais de que eles e suas forças antiterror podem ser alvos de acusações semelhantes.

AE-AP, Agencia Estado

17 de setembro de 2009 | 19h33

O primeiro-ministro disse que as forças de Israel estavam exercendo seu direito de autodefesa, depois dos ataques de foguetes realizados por militantes palestinos do Hamas contra cidades do sul israelense.

"Eles dizem para nós sairmos e depois de termos feito isso somos chamados de criminosos de guerra ao exercer nosso direito de autodefesa? Eu não aceito isso", disse Netanyahu à televisão israelense, em discurso pelo ano-novo judaico, que começa amanhã.

O relatório da comissão da ONU, liderada pelo juiz sul-africano Richard Goldstone, culpou Israel pela morte de civis em Gaza, dizendo que o país usou força desproporcional na ofensiva. Cerca de 1.400 palestinos morreram durante o conflito de três semanas.

Israel afirma que os dirigentes islâmicos do Hamas são culpados, dizendo que eles colocaram lançadores de foguete e seus soldados em locais densamente povoados.

O relatório da ONU também chama de crime de guerra os disparos de foguetes do Hamas contra civis israelenses durante os confrontos.

Netanyahu pediu aos líderes mundiais que apoiem o direito de autodefesa de Israel e rejeitou as descobertas do relatório, incluindo a conclusão de que acusações formais podem ser feitas contra soldados, oficiais e líderes israelenses.

"Eu digo aos líderes mundiais que também sofrem com o terrorismo: não é apenas um problema nosso", disse Netanyahu.

Netanyahu disse que aceitaria um Estado palestino na Cisjordânia e em Gaza se ele fosse desmilitarizado, como uma forma de "evitar o próximo relatório de Goldstone" sobre uma operação israelense contra militantes palestinos.

Em Washington, o porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley, disse esperar que o relatório de Goldstone não se torne um obstáculo para as conversações de paz.

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