Netanyahu ordena que embaixada em Amã seja esvaziada

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e o chanceler Avigdor Lieberman ordenaram ontem que a Embaixada de Israel em Amã, Jordânia, fosse esvaziada e todos os funcionários retornassem a Tel-Aviv. O governo de Netanyahu teme que o prédio da missão diplomática de Israel seja alvo de protestos, semelhantes aos que ocorreram na semana passada no Cairo.

, O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2011 | 00h00

As manifestações populares na capital jordaniana foram marcadas durante a semana pelo Facebook. Segundo a convocação, os protestos começariam hoje e se estenderiam por todo o fim de semana. Até ontem, mais de 3 mil pessoas haviam confirmado presença.

Autoridades israelenses acreditam, entretanto, que poucos manifestantes realmente aparecerão e confiam nas garantias de segurança dadas pelo governo do rei Abdullah II, da Jordânia. "Os jordanianos são responsáveis e não deixarão repetir aquilo que ocorreu no Cairo", afirmou um funcionário da chancelaria ao jornal Haaretz.

A embaixada na Jordânia, de acordo com diplomatas israelenses, deve ser reaberta normalmente na segunda-feira. A decisão de esvaziar o prédio em Amã, segundo eles, foi tomada somente por precaução.

Na semana passada, no Egito, cerca de mil pessoas invadiram a missão diplomática israelense no Cairo. Os manifestantes derrubaram o muro construído para proteger o prédio, destruíram documentos, queimaram a bandeira de Israel e ameaçaram seis funcionários, que só foram resgatados após a intervenção do governo americano. / REUTERS

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