REUTER/Baz Ratner
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Netanyahu ordena que gabinete de segurança se reúna em bunker, diz site

A tensão aumentou na fronteira norte, onde as forças israelenses destruíram na Síria uma das plataformas de lançamento de onde foram disparados dezenas de foguetes

O Estado de S.Paulo

22 Maio 2018 | 21h29

JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, deu ordens para realizar as próximas reuniões de seu gabinete de segurança em um bunker em Jerusalém, segundo informou nesta terça-feira o site de notícias Ynet.

+'Não estamos lidando com suíços'

Todas as reuniões previstas até julho do núcleo duro de ministros, que não integra todas as pastas do governo, acontecerão no Centro para a Gestão de Crises Nacionais, cuja construção subterrânea custou centenas de milhões de shekels (moeda local) para ser utilizada em momentos de emergência, segundo o Ynet.

Até agora, as reuniões aconteciam no escritório do primeiro-ministro, em Jerusalém, lembrou o jornal Times of Israel. A Agência EFE questionou um porta-voz do primeiro-ministro sobre esse assunto, mas o funcionário se recusou a fazer qualquer comentário.

No último dia 10, a tensão aumentou na fronteira norte, quando as forças israelenses destruíram na Síria uma das plataformas de lançamento de onde foram disparadas dezenas de foguetes - até 32, segundo o chefe da força aérea israelense, o major-general Amikam Norkin - para as Colinas do Golan ocupadas por Israel, dos quais quatro foram interceptados e os outros caíram em território sírio.

Israel reagiu bombardeando durante 90 minutos 70 alvos iranianos na Síria, uma ação que está sendo considerada a resposta de maior envergadura no país vizinho desde a Guerra do Yom Kippur, em 1973.

Netanyahu disse então que Israel reagiu de forma consequente porque o Irã ultrapassou uma "linha vermelha" e advertiu que não permitiria o estabelecimento de bases iranianas na Síria.

Na época, os veículos de imprensa israelenses coincidiram em avaliar que, apesar de não haver previsão de ataques iminentes, novos incidentes poderiam ocorrer. / EFE

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