Netanyahu pede a Kerry que voos dos EUA para Israel sejam retomados

Proibição é um 'prêmio ao terrorismo', considerou a administração da Aviação israelense; americana Delta Airlines mantém suspensão

O Estado de S. Paulo

23 Julho 2014 | 09h50

JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, solicitou nesta quarta-feira, 23, ao Secretário de Estado americano, John Kerry, que interceda para que seja revogado o cancelamento de todos os voos dos EUA para o Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel-Aviv, informou uma fonte do gabinete do premiê que falou em condição de anonimato.

Kerry chegou na capital israelense nesta quarta para tentar acertar um acordo para o fim do confronto entre Israel e o Hamas.

As principais companhias aéreas americanas e da Europa suspenderam nas terça-feira os voos a Tel-Aviv depois que um projétil disparado da Faixa de Gaza alcançou uma casa na cidade de Yehud, a poucos quilômetros das pistas do aeroporto.

A administração de Aviação Civil de Israel considerou que a suspensão pelas principais companhias aéreas ocidentais era um "prêmio ao terrorismo", segundo seu porta-voz Ofer Lefler. "É uma pena ver a tela de voos tingida de vermelho (cor dos cancelamentos). Isso é um prêmio ao terrorismo", escreveu o porta-voz na página de Facebook do organismo.

A medida afeta dezenas de milhares de israelenses no exterior e, em menor escala, turistas estrangeiros que estão em Israel.

Em ocasiões semelhantes no passado, as companhias israelenses como a nacional El Al e as menores Arkia e Israir reorganizaram seu programa de voos para suprir a ausência das companhias estrangeiras.

Segundo o Canal 10 da TV israelense, existem negociações para que se retomem alguns voos procedentes dos EUA ao país. A emissora informou que o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg embarcou na terça com destino a Israel em um gesto para demonstrar que voar ao país é seguro.

A companhia aérea Dela Airlines continuará mantendo a suspensão de voos, afirmou o CEO da empresa, segundo o canal americano CNBC. "Hoje nós não voaremos para Israel", afirmou Richard Anderson, em uma entrevista. /EFE e REUTERS

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