Netanyahu pede calma na Esplanada das Mesquitas

Segundo jornal israelense Ha'aretz, premiê emitiu um comunicado sobre o tema após conversar com autoridades americanas

O Estado de S. Paulo

01 de novembro de 2014 | 20h28

JERUSALÉM - O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, pediu neste sábado, 1º, que todos os deputados trabalhem para reduzir a tensão em torno da Esplanada das Mesquitas, terceiro lugar mais sagrado do Islã e um dos símbolos da cidade santa.O chefe do Executivo israelense, que nos últimos dias insistiu na anexação de Jerusalém Oriental, emitiu um comunicado sobre o tema após conversar com autoridades americanas, informou o jornal Ha'aretz.

"O primeiro-ministro pede a todos os deputados para trabalharem para acalmar a situação em torno ao Monte do Templo (ou Esplanada das Mesquitas) e a atuarem com comedimento e responsabilidade", explicou a nota.

O comunicado, de apenas duas linhas, ressaltou que Netanyahu falou com o presidente do Parlamento israelense (Knesset), Yuli Edelstein, e lhe pediu que interviesse perante os parlamentares.

A tensão em torno da Esplanada agravou-se na quinta-feira depois que um suposto atirador palestino fez disparos em Jerusalém Oriental e feriu gravemente o rabino Yehuda Glick, um dos que mais trabalha para mudar o status da Esplanada.

A área é dedicada ao culto muçulmano há décadas e os judeus estão proibidos por lei subir até ela e pisar no lugar onde há 2 mil anos estava o Segundo Templo perante a possibilidade de profanar o Sancta Sanctorum.

Essa norma não é aceita por alguns movimentos ultranacionalistas e messiânicos como o liderado por Glick, que não querem apenas a autorização para rezar, mas também pretendem construir o que eles denominam "o Terceiro Templo" (após os de Salomón e Herodes) e, para isso, destruir as mesquitas.

A Esplanada, cuja gestão corresponde à Jordânia, mas sua segurança é responsabilidade de Israel, é palco de protestos desde quando as autoridades israelenses restringiram o acesso aos muçulmanos com menos de 50 anos e como consequência das cada vez mais frequentes visitas de líderes de extrema direita. / EFE

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