Netanyahu pede libertação de prisioneiros palestinos

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu que seus parceiros de coalizão concordem neste domingo (28) em libertar prisioneiros palestinos como parte dos esforços liderados pelos Estados Unidos para reiniciar as negociações de paz. Netanyahu classificou o acordo como uma "decisão difícil" que ele teve de tomar pelo bem do país.

AE, Agência Estado

28 de julho de 2013 | 10h21

As declarações foram feitas em uma reunião de gabinete convocada para votar sobre a libertação dos prisioneiros, que foi realizada enquanto centenas de israelenses que perderam familiares em ataques palestinos protestavam do lado de fora do prédio do governo contra os planos. Entre os manifestantes, estava o líder do terceiro partido mais poderoso da coalizão parlamentar de Netanyahu.

Além da libertação dos prisioneiros, os ministros estão votando uma autorização à retomada das negociações com os palestinos e criarão uma equipe liderada pelo primeiro-ministro para supervisionar as conversas. Eles aprovaram um projeto de emenda de lei que exigirá um referendo nacional para qualquer acordo com os palestinos.

"Este não é um momento fácil para mim e não é fácil para os ministros do governo e especialmente difícil para as famílias afetadas", disse Netanyahu no início da reunião. "Mas há momentos em que eu preciso tomar decisões difíceis pelo bem do país e este é um deles", acrescentou, destacando que "todo acordo alcançado nas negociações será determinado em um referendo".

O movimento de Netanyahu para aprovar rapidamente o projeto do referendo gerou especulações contraditórias. Alguns acreditam que isso mostra que ele está levando a sério um acordo desta vez e quer silenciar a oposição de ultranacionalistas, como o partido Likud. Outros suspeitam que o primeiro-ministro está criando novos obstáculos para qualquer acordo.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, conversou com líderes israelenses e palestinos durante meses em busca de um entendimento e anunciou na semana passada, durante sua sexta visita à região, que os dois lados estavam dispostos a se reunir para discutir a retomada das negociações.

Conversas preliminares deverão começar na terça-feira, em Washington, EUA, e serão seguidas por nove meses de negociações na região sobre a criação de um Estado Palestino ao lado de Israel. Fonte: Associated Press.

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