Netanyahu promete buscar a paz com os palestinos

O primeiro-ministro designado de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu hoje que retomará as negociações de paz com os palestinos quando assumir o poder e afirmou que seu governo será "um parceiro para a paz". A declaração feita hoje é o mais recente indício de que Netanyahu vem buscando amenizar sua imagem de opositor do processo de paz. As palavras do futuro chefe de governo de Israel foram bem recebidas pelos palestinos, mas mediante a ressalva de que a promessa deve ser sucedida por ações na mesma direção.

AE-AP, Agencia Estado

25 de março de 2009 | 09h00

Netanyahu levou seu partido, o conservador Likud, a um bom desempenho nas urnas nas eleições parlamentares de fevereiro com uma mensagem repleta de críticas aos esforços do paz do governo em fim de mandato. Ele chegou a dizer que os palestinos não estão prontos para a independência e que limitaria seus esforços a desenvolver a economia nos territórios ocupados, mantendo a presença militar de Israel na Cisjordânia.

Mas em meio a temores de um choque frontal com o novo governo dos Estados Unidos e com o restante da comunidade internacional, Netanyahu amenizou o discurso no decorrer das últimas semanas - também com a esperança de atrair para sua coalizão facções mais moderadas do cenário político israelense. Ontem, o Partido Trabalhista aceitou integrar um governo chefiado por Netanyahu.

Ao discursar durante uma conferência econômica em Jerusalém hoje, Netanyahu disse que seu plano de desenvolvimento não substitui as negociações políticas. "É um complemento a elas", afirmou, argumentando que "uma economia forte representa uma base sólida para a paz". Netanyahu afirmou ainda que "a paz é um objetivo comum e duradouro de todos os cidadãos e governos israelenses, inclusive do meu. Isto significa que eu irei negociar a paz com a Autoridade Palestina". E prosseguiu: "Penso que os palestinos devem entender que têm em nosso governo um parceiro para a paz, para a segurança e para o rápido desenvolvimento da economia palestina".

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