Ronen Zvulun/Reuters
Ronen Zvulun/Reuters

Netanyahu rejeita proposta de Obama para Estado palestino

Premiê de Israel afirma que retorno às fronteiras pré-1967 compromete segurança de seu país

Associated Press

19 de maio de 2011 | 15h41

JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou nesta quinta-feira, 19, o principal ponto do discurso do presidente americano, Barack Obama, que defendia o retorno de Israel às fronteiras de 1967 para que a paz fosse acordada com os palestinos. O líder israelense falou que tais condições representariam o desastre do Estado judeu.

 

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Em comunicado divulgado pelo governo israelense, Netanyahu afirma que o retorno às fronteiras de antes de 1967 - quando Israel ocupou os territórios palestinos - é algo "indefensável". Segundo ele, a retirada de Israel de tais áreas comprometeria a segurança de seu país e colocaria assentamentos fora dos limites israelenses.

 

O premiê encontra-se na sexta com Obama na Casa Branca justamente para discutir a paz com os palestinos. O histórico posicionamento de Obama favorável a um Estado palestino e a rápida e ríspida resposta de Netanyahu devem dar um tom tenso à reunião.

 

No discurso desta quinta, Obama disse ser a favor da criação de um Estado palestino baseado nas fronteiras de 1967 e desmilitarizado. O líder americano também pediu que os palestinos reconheçam Israel e pressionou ambas as partes a retomar as negociações de paz.

 

As negociações de paz entre israelenses e palestinos estão estagnadas desde setembro do ano passado, quando Israel retomou a construção de assentamentos na Cisjordânia depois de uma paralisação de seis meses. Os palestinos exigem o fim da expansão das colônias, enquanto os israelenses não aceitam dialogar enquanto o Hamas integrar o governo palestino, o que deve ocorrer com um acordo fechado entra a facção radical e o Fatah. As informações são da Dow Jones.

 

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