Netanyahu rejeita proposta palestina para plano de paz, diz jornal

Fontes do governo disseram que precondições apresentadas pela ANP são 'inaceitáveis' para premiê

estadão.com.br

12 de agosto de 2010 | 10h33

JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou na quarta-feira as exigências palestinas para que fossem estabelecidas negociações diretas de paz no Oriente Médio, informa nesta quinta-feira, 12, o jornal israelense Ha'aretz, citando fontes do gabinete israelense. O governo de Israel, porém, não se posicionou oficialmente sobre o caso.

 

Em encontro com o enviado especial dos EUA para a região, George Mitchell, Netanyahu repetiu sua demanda de que o diálogo direto fosse retomado sem precondições. O americano informou o premiê sobre suas conversas de terça-feira com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e apresentou a proposta palestina ao israelense.

 

Segundo fontes palestinas, Mitchell não desconsiderou a proposta de Abbas. O palestino exige a paralisação da construção de novos assentamentos judaicos e a aceitação de Israel para o estabelecimento de um Estado palestino com base nas fronteiras de 1967.

 

Funcionários do governo israelense disseram que na reunião de quarta, a proposta de Abbas foi considerada inaceitável por Netanyahu por apresentar condições e que aceitar tais propostas seria algo ao qual os israelenses se oporiam.

 

Mitchell informou Netanyahu que Washington não se posicionou sobre a proposta palestina e que seu trabalho era apenas apresentá-la a Israel. Caso o projeto fosse aceito, as negociações diretas seriam retomadas imediatamente, disse o americano. Com a rejeição, porém, a viagem de Mitchell ao Oriente Médio foi considerada um fracasso.

 

Segundo fontes palestinas, os EUA já rejeitaram duas propostas de Abbas para reiniciar o diálogo direto. Jornalistas que se reuniram com o líder palestino nesta semana disseram que ele parece convicto em avançar com as negociações, embora não dê sinais de que vá ceder suas posições.

 

Em setembro termina a moratória parcial decretada por Israel na ampliação dos seus assentamentos na Cisjordânia. Termina também o prazo dado pela Liga Árabe para a ANP negociar com os israelenses para tentar chegar ao diálogo direto. O órgão já autorizou Abbas a negociar diretamente, mas o palestino se recusou.

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