Netanyahu rejeita retirada israelense após fala de Obama

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que Israel não deveria ser questionado para se retirar às fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967. O premiê fez a declaração logo após o discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que defendeu um Estado palestino com os territórios anexados ou ocupados por Israel a partir da guerra de 1967.

ANDRÉ LACHINI, Agência Estado

19 de maio de 2011 | 15h48

Em comunicado emitido logo após o discurso, o escritório de Netanyahu pediu a Washington que confirme se irá aderir às "garantias" dadas a Israel pelo ex-presidente dos EUA, George W. Bush, em 2004. "Entre outras coisas, esses compromissos se relacionam a Israel não precisar se retirar às linhas de 1967, as quais são indefensáveis e deixariam grandes centros de população israelense na Judeia e na Samaria (Cisjordânia) além dessas linhas", disse o comunicado.

Em 1967, Israel ocupou os territórios palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, além das Colinas de Golã, uma província da Síria, e Jerusalém Oriental. Os palestinos reivindicam Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental para seu futuro Estado. As informações são da Dow Jones.

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