Heidi Levine / AP
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Netanyahu retira pedido de imunidade da acusação de fraude e corrupção

Nos EUA para o lançamento do plano de paz de Donald Trump, primeiro-ministro israelense disse que "decidiu não deixar esse jogo sujo continuar"

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2020 | 06h05

JERUSALÉM - O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, retirou seu pedido de imunidade da acusação de fraude, quebra de confiança e suborno, horas antes do início do processo parlamentar, nesta terça-feira, 28. Em comunicado divulgado em sua página oficial do Facebook, Netanyahu, que estava visitando Washington antes do lançamento do plano de paz do presidente Donald Trump, disse que "decidiu não deixar esse jogo sujo continuar".

O parlamento de Israel, chamado Knesset, foi convocado para discutir a formação de um comitê para debater o pedido do primeiro-ministro de imunidade contra a acusação. Netanyahu foi indiciado em novembro em três casos separados e negou qualquer transgressão.

O partido Likud de Netanyahu estava planejando boicotar a sessão do Knesset. "Nesta hora fatídica para o povo de Israel, quando estou nos Estados Unidos em uma missão histórica para projetar as fronteiras permanentes de Israel e garantir nossa segurança nas próximas décadas, espera-se que o Knesset abra outra exposição no circo de remover a imunidade", escreveu Netanyahu.

O principal adversário político de Netanyahu, Benny Gantz, que lidera o partido Azul e Branco, disse em um comunicado que "Netanyahu está sendo julgado - precisamos seguir em frente". "Ninguém poderia administrar um país e gerenciar simultaneamente três acusações criminais graves de suborno, fraude e quebra de confiança", acrescentou.

Netanyahu e Trump estavam agendados para se reunir nesta terça-feira na Casa Branca para o anúncio do plano de paz há muito aguardado do governo Trump. A retirada de Netanyahu de seu pedido de imunidade abre caminho para que processos judiciais contra o primeiro-ministro avancem com as terceiras eleições parlamentares do país, agendadas para 2 de março.

Ainda se esperava que o Knesset se reunisse, apesar da retirada de Netanyahu de seu pedido para formar o comitê, que também abordará o pedido de imunidade do ex-ministro do bem-estar social Haim Katz para imunidade de processo em seus próprios casos de corrupção. /AP

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