Ronen Zvulun/Reuters
Ronen Zvulun/Reuters

Netanyahu se diz 'interessado' em negociar com Abbas na ONU

Premiê israelense pede 'abertura de negociações' ao presidente da Autoridade Palestina

estadão.com.br

19 Setembro 2011 | 17h57

JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta segunda-feira, 19, que está "interessado" em se reunir com o presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) nesta semana em Nova York, informa um comunicado de seu gabinete, segundo informações da agência AFP.

 

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"O primeiro-ministro está interessado em um encontro com o presidente da Autoridade Palestina em Nova York", diz o comunicado. "Chamo o presidente (Abbas) a abrir negociações diretas em Nova York, para continuá-las em Jerusalém em Ramallah", na Cisjordânia, acrescenta a nota, publicada pouco antes do encontro dos países membros da ONU.

 

Abbas, que chegou a Nova York nesta segunda, confirmou ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sua intenção de apresentar na sexta-feira uma petição para a adesão plena do Estado palestino ao órgão internacional. O palestino discursará no mesmo dia que Netanyahu, que deve viajar aos Estados Unidos na terça para expressar "a verdade" de Israel ante às reivindicações palestinas.

 

O governo israelense, assim como o dos Estados Unidos, se opõe à iniciativa liderada por Abbas, denunciando a medida como "unilateral" e afirmando que o Estado palestino não pode ser criado sem que haja um acordo de paz vigente na região. Washington já anunciou várias vezes que bloquearão o pedido palestino para se integrar à ONU.

 

'Estado pleno'

 

Nasta terça, Abbas reiterou seu planos de buscar a adesão plena de um Estado palestino na ONU apesar de "ter-se instaurado o caos" por conta do pedido.

 

Segundo ele, os Estados Unidos e Israel querem manter o processo de paz restrito a um "diálogo bilateral" supervisionado à distância por Washington. Mas esse diálogo tem fracassado, o que levou à iniciativa de buscar a condição de membro na ONU. "Decidimos tomar essa medida e instaurou-se o caos contra nós", declarou ele a jornalistas durante seu voo a Nova York.

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