Netanyahu vê 'caminho dourado' para retomada das conversas de paz

Comentários do premiê foram os únicos dados publicamente após reunião com Obama

Agência Estado

25 de março de 2010 | 09h17

LONDRES - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que foi encontrado um "caminho dourado" para a retomada das conversas de paz no Oriente Médio, segundo informa nesta quinta-feira, 25,, em seu site, a rede de notícias BBC.

 

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"Nós achamos que encontramos um caminho dourado, que permitirá aos americanos avançar no processo de paz, enquanto preservamos nossos interesses nacionais", disse Netanyahu. Esses foram os únicos comentários públicos do premiê após a reunião com o presidente dos EUA, Barack Obama, e o enviado americano para o Oriente Médio, George Mitchell.

Tradicionais aliados, EUA e Israel passam por um momento de divergências, após o anúncio israelense de que pretende construir novas casas em Jerusalém Oriental, entre outros temas. Os palestinos querem essa parte da cidade como capital de seu futuro Estado independente.

 

A reunião entre os líderes na terça foi considerada um fracasso pela imprensa israelense e os especialistas disseram que o clima não era amistoso. O fato de o encontro ter ocorrido a portas fechadas, longe da imprensa e não ter sido seguido de um comunicado em conjunto são evidências da tensão vivida entre EUA e Israel.

''Brincando com fogo''

Nesta quinta, o rei da Jordânia, Abdullah II, afirmou que Israel está "brincando com fogo" ao expandir seus assentamentos em Jerusalém Oriental, zona ocupada pelos israelenses desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

"Nós advertimos repetidamente que Israel está brincando com fogo e condenamos todas as medidas destinadas a mudar a identidade de Jerusalém e o desalojamento da população cristã e árabe muçulmana", afirmou. "Jerusalém Oriental deve ser a capital de um Estado palestino independente, a ser estabelecido o mais rápido possível."

O monarca lembrou que a região foi ocupada por Israel em 1967 e, como em outros territórios ocupados, as "ações unilaterais de Israel" nessa área são "ilegais e ilegítimas e levarão a mais conflitos". Ontem, autoridades israelenses autorizaram a construção de mais 20 novas casas em Jerusalém Oriental.

O Ministério do Interior israelense já havia autorizado obras para mais 1.600 residências na região durante uma visita do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, ao país. Washington criticou duramente o anúncio. As informações são da Dow Jones.

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