AP Photo/John Locher
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Nevada é o 1º Estado americano com maioria feminina no Legislativo

Nenhum Estado americano tinha obtido, até o momento, uma maioria feminina na legislatura

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2018 | 11h57

WASHINGTON- O Estado de Nevada tornou-se o primeiro nos Estados Unidos a ter maioria feminina no Poder Legislativo. A eleição das democratas Rochelle Thuy Nguyen e Beatrice Angela Duran pelo distrito de Las Vegas - em duas cadeiras que estavam vagas - deu às mulheres 51% das 63 poltronas disponíveis no Legislativo de Nevada.       

O sistema é bicameral, formado pelo Senado, com 21 cadeiras (sendo 9 ocupadas por mulheres agora), e pela Câmara de Deputados, com 42 (com 24 mulheres). Nenhum Estado americano tinha tido, até o momento, uma maioria feminina na legislatura, de acordo com o Center for American Women and Politics, da Rutgers University. 

Washington 

Mulheres, concorrendo a um cargo eletivo em número recorde este ano, ajudaram os democratas a retomar o controle da Câmara dos Deputados em Washington. Suas vitórias foram frutos de dois anos de ativismo que começou com a marcha das mulheres pelo país no dia seguinte à posse de Donald Trump. Além da mobilização, as mulheres nos EUA se inscreveram para concorrer a um cargo político ou apoiaram aquelas que decidiram fazer isso.

Pensilvânia, que não tinha nenhuma mulher em sua delegação no Congresso, elegeu quatro este ano. Em New Jersey, onde três cadeiras foram para os democratas, apenas uma mulher, Mikie Sherril, conseguiu uma vitória com a maior margem de votos, em um distrito onde Trump venceu em 2016. Em Iowa, Estado onde Trump venceu nas presidenciais, Abby Finkenauer e Cindy Axne retomaram cadeiras dos republicanos.

Para os governos de Estado, no entanto, os eleitores se mostraram relutantes para eleger governadoras. Apesar das vitórias de Laura Kelly, no Kansas, Gretchn Whitmer, em Michigan, Michelle Lujan Grisham, de Novo México, elas não aclançaram a marca recorde de nove, em 2004. Apesar de votar para legisladoras, eleitores tem sido mais hesitantes em escolher mulheres como chefes do Executivo./Ansa e NYT

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