Seth Wenig / AP
Seth Wenig / AP

Nevasca histórica na Costa Leste dos EUA deve afetar 60 milhões

Seis Estados da região, entre eles Nova York, decretaram estado de emergência; transportes públicos e escolas deixaram de funcionar

O Estado de S. Paulo

27 de janeiro de 2015 | 07h47

(Atualizada às 10h40) NOVA YORK - A tempestade de neve que se estende pelo nordeste dos EUA desde a segunda-feira 26 prejudicou cerca de 20% da população do país, manteve trabalhadores e estudantes presos em casa, impediu a decolagem de milhares de voos e levou Nova York a proibir o tráfego de veículos e fechar o metrô.

A nevasca pode afetar até 60 milhões de pessoas em quase 12 Estados. Os governadores de seis Estados da região, de New Jersey até o Maine, na fronteira com o Canadá, declararam situação de emergência.

O Serviço Meteorológico Nacional (NWS, na sigla em inglês) alertou para uma "tempestade capaz de causar risco à vida", que poderia despejar até 75 centímetros de neve em partes da região, à velocidade de até quatro centímetros por hora. Os ventos poderão ter rajadas de até 80 quilômetros por hora na área da cidade de Nova York.

O Serviço Nacional de Meteorologia, em Nova York, disse que cerca de 5,5 centímetros de neve haviam caído no Central Park, em Manhattan, na madrugada desta terça-feira, 27, e quase 9 centímetros foram registrados em partes de Long Island.

Funcionários do NWS em Boston informaram que nesta terça houve rajadas de vento de até 110 quilômetros por hora no Nantucket Memorial Airport.

"Por favor, fiquem em casa", disse o governador de New Jersey, Chris Christie, aos moradores. Ele também ordenou que apenas os funcionários públicos cujos serviços fossem essenciais comparecessem ao trabalho no Estado de segunda-feira à tarde até quarta-feira, no mínimo.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, proibiu viagens nas estradas em 13 municípios, com exceção dos veículos de emergência, incluindo a cidade de Nova York, o subúrbio de Westchester e Long Island, e ameaçou aplicar multa de US$ 300 para os infratores. "Se você estiver em seu carro e estiver em qualquer estrada, cidade, vila, não importa, depois das 23 horas (de segunda-feira) você tecnicamente estará cometendo um crime", disse Cuomo. "Pode ser uma questão de vida ou morte, por isso a cautela é necessária."

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A sede da Organização das Nações Unidas (ONU) não está funcionando nesta terça-feira. Escolas da Costa Leste fecharam, inclusive em Nova York, que tem a maior rede pública de ensino do país, com 1 milhão de estudantes. Universidades, como Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, cancelaram as aulas.

As bolsas de valores informaram que esperam se manter em operação normal nesta terça. A última vez que o mau tempo fechou os mercados de ações foi em outubro de 2012, quando o furacão Sandy atingiu a Costa Leste, causando inundações, ventos arrasadores e quedas de energia generalizadas.

Desde segunda, os voos de toda a região começaram a ser cancelados, incluindo os do aeroporto mais importante da área, o JFK, de Nova York, e o de Newark, no Estado vizinho de New Jersey. De acordo com a imprensa local, estima-se que entre segunda e esta terça serão cancelados cerca de 6,7 mil voos que deveriam chegar ou sair dos terminais aéreos do nordeste dos EUA.

Rotina. O metrô de Nova York, que normalmente funciona 24 horas por dia e transporta diariamente cerca de 6 milhões de passageiros, também ficou suspenso, o que impede que os nova-iorquinos se desloquem pela cidade, a não ser que seja a pé.

As medidas afetam até as bicicletas para entrega de comida, muito populares em Manhattan. "Essa será, provavelmente, uma das maiores tempestades de neve na cidade de Nova York", advertiu o prefeito Bill de Blasio na noite de segunda.

Em Boston, capital do Estado de Massachusetts, segundo a determinação das autoridades, também está proibida a circulação de veículos nas ruas desde a noite de segunda, assim como em todo o Estado de Connecticut e em vários condados do Estado de Nova York.

Jogos. A tempestade também provocou o adiamento de dois jogos da liga profissional de basquete do país, a NBA, que foram reprogramados. O New York Knicks enfrentaria o Sacramento Kings no Madison Square Garden, enquanto o Brooklyn Nets receberia o Portland Trail Blazers no Barclays Center. /AP, EFE e REUTERS

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