News International se desculpará nos jornais britânicos

Em mensagem, filho de Murdoch admite erros e diz que prestará esclarecimentos perante o Parlamento

Efe

15 de julho de 2011 | 09h43

LONDRES - A News International pedirá desculpas pelo escândalo das escutas do "News of the World" por meio de avisos de página inteira que serão publicados neste fim de semana nos jornais britânicos.

 

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James Murdoch, filho do magnata Rupert Murdoch e responsável para a Europa do grupo News Corporation, comunicou esta decisão em uma nota divulgada para agradecer Rebekah Brooks por seus 22 anos de trabalho na empresa, filial da companhia no Reino Unido, depois da ex-executiva-chefe ter renunciado nesta sexta-feira por conta do escândalo dos grampos ilegais do tabloide sensacionalista.

 

Além de pedir desculpas à população do Reino Unido, a News International tem intenção de informar o público sobre as medidas que está tomando para superar os graves problemas que vieram à tona nas últimas semanas.

 

A companhia também enviará cartas aos anunciantes que publicam em veículos do grupo para mantê-los a par das medidas que estão sendo tomadas, depois que várias empresas decidiram deixar de anunciar em seus meios pelo escândalo das escutas.

 

Na mensagem, James Murdoch reconhece que a News International cometeu erros, mas lembra que ele e seu pai prestarão esclarecimentos na próxima terça-feira no Comitê de Meios de Comunicação da Câmara dos Comuns para informar sobre sua determinação em corrigir os problemas.

 

Após intensas pressões de políticos e jornalistas para que renunciasse, Rebekah, o rosto mais visível do escândalo dos grampos, comunicou finalmente nesta sexta-feira sua demissão através de um e-mail interno aos funcionários da empresa.

 

Rebekah será substituída pelo executivo-chefe da Sky Itália, Tom Mockridge, que ocupará seu posto com efeito imediato.

 

Em 2006, foi revelado que alguns jornalistas do "News of the World" recorriam supostamente aos grampos para interceptar comunicações de famosos, concretamente as mensagens das caixas do correio de voz de telefones celulares.

 

Entre outros, foram violados os telefones da atriz Sienna Miller; do ex-vice-primeiro-ministro John Prescott e do príncipe William, o que gerou um escândalo envolvendo o tabloide sensacionalista.

 

Na semana passada, a crise se estendeu ao ser divulgado que entre os telefones grampeados estava o de uma menina assassinada e na sexta-feira foi preso o ex-diretor do "News of the World" Andy Coulson, antigo diretor de comunicação do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, que foi libertado após pagar fiança.

 

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