Jeffrey Arguedas/EFE
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Nicaraguenses vão às urnas e devem manter Ortega no poder

Se o candidato conseguir eleger a maioria na Assembleia Nacional, poderá reformar a Constituição para permitir a reeleição indefinida

O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2011 | 03h01

MANÁGUA - Mais de 3,4 milhões de nicaraguenses foram domingo, 6, às urnas para escolher seu próximo presidente. O atual mandatário e ex-guerrilheiro, Daniel Ortega, é franco favorito e, se conseguir eleger a maioria na Assembleia Nacional, poderá reformar a Constituição para permitir a reeleição indefinida.

À exceção de protestos no norte do país por causa de problemas na distribuição de urnas, os nicaraguenses votaram ontem sem grandes incidentes. A polícia chegou a mobilizar 11 mil soldados para conter os distúrbios. À tarde, porém, a situação já estava controlada.

As últimas pesquisas mostravam Ortega com quase 50% das intenções de voto e 18 pontos à frente de seu principal opositor, o conservador Fabio Gadea, de 80 anos. O presidente precisa de 40% dos votos para garantir a vitória no primeiro turno ou um mínimo de 35% e 5 pontos porcentuais de vantagem sobre o segundo colocado.

Ortega já havia garantido o direito de disputar a reeleição após uma controvertida decisão da Suprema Corte, controlada por sandinistas que, em 2009, deram o aval para que ele tentasse a reeleição - até então, vetada pela Constituição.

A oposição não conseguiu se unir, abrindo caminho para a reeleição de Ortega. A campanha de Gadea se concentrou mais em atacar Ortega do que em oferecer propostas concretas.

Ortega, um ex-guerrilheiro marxista, também tem alta popularidade por causa de programas sociais financiados com apoio do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Apesar da aliança com o líder bolivariano, Ortega não fechou as portas do país para os EUA - principal parceiro comercial de Manágua.

Eleito em 2006, ele tranquilizou o setor empresarial nicaraguense e foi capaz de manter diretrizes econômicas e crescimento. / AP e REUTERS

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