Petros Karadjias/AP
Petros Karadjias/AP

Nicos Anastasiades é reeleito presidente do Chipre

Veterano político conservador derrotou o candidato da esquerda, Stavros Malas; cerca de 74% dos eleitores foram às urnas

O Estado de S.Paulo

04 Fevereiro 2018 | 18h33

NICÓSIA - O presidente de Chipre, Nicos Anastasiades, foi reeleito, com 56% dos votos, derrotando no segundo turno o candidato da esquerda, Stavros Malas, que ficou com 44%. A emissora estatal RIK informou que Malas telefonou para Anastasiades e reconheceu a derrota cerca de uma hora após o fechamento das urnas - quando metade dos votos havia sido contabilizada.

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Cerca de 74% dos eleitores votaram neste domingo, 4, uma participação um pouco maior do que a observada no primeiro turno, na semana passada, mas 7% abaixo da registrada na eleição de 2013.

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É a segunda vez consecutiva que Anastasiades, um veterano político conservador, vence uma disputa direta com Malas pela Presidência da ilha etnicamente dividida.

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Malas fez campanha como o candidato que traria mudanças para um sistema político cansado a um público que viu seus salários se reduzirem, após uma forte crise econômica. Mas os eleitores pareciam prestar mais atenção à mensagem da campanha do oponente histórico, que culpou as políticas econômicas de esquerda, de administrações anteriores, de levar Chipre para perto da bancarrota.

Anastasiades disse que usaria sua experiência para manter a economia crescendo e continuar buscando um acordo de reunificação com a República Turca de Chipre do Norte.

Chipre foi dividido em um sul cipriota grego, reconhecido internacionalmente, e um nordeste turcochipriota em 1974, quando a Turquia invadiu a ilha, após um golpe de Estado realizado por apoiadores da união com a Grécia. Apenas a Turquia reconhece a declaração de independência turcochipriota e mantém mais de 35 mil soldados no norte da ilha.

Os eleitores continuam céticos sobre a possibilidade de um acordo de reunificação. A última rodada de negociações, realizada na Suíça, em julho passado, entrou em colapso, com ambos os lados acusando-se mutuamente como responsável pelo fracasso.

/AP

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