REUTERS/Neil Hall
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Nigel Farage, político britânico pró-Brexit renuncia à liderança de seu partido

Membro do Partido pela Independência do Reino Unido (Ukip) disse que sua 'ambição política' foi alcançada com resultado do referendo e, agora, 'pretende recuperar sua vida' fora da política

O Estado de S. Paulo

04 de julho de 2016 | 09h09

LONDRES - O político britânico Nigel Farage, um dos protagonistas da campanha vitoriosa para a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), anunciou nesta segunda-feira, 4, sua renúncia como líder do Partido pela Independência do Reino Unido (Ukip), depois de alcançar o grande objetivo político de sua vida.

"A vitória da 'saída' no referendo significa que minha ambição política foi alcançada", afirmou Farage em uma entrevista coletiva em Londres. Ao parafrasear um dos slogans da campanha - "Quero recuperar meu país" -, Farage, de 52 anos, disse que deseja recuperar sua vida.

"Vim para este combate a partir do mundo dos negócios porque queria que fôssemos uma nação que governa a si mesma, não para virar um político de carreira", disse o líder do partido anti-UE e anti-imigrantes.

Farage assumiu o comando do Ukip em 2006. Desde então, renunciou à liderança duas vezes, em 2009 e 2015, mas acabou voltando atrás. Desta vez ele prometeu que não vai mudar de ideia. "O Ukip está em boa posição e continuará, com meu pleno apoio, atraindo um voto significativo", disse. 

Disputa. As negociações sobre a saída do Reino Unido da UE precisam ser breves para evitar incertezas prolongadas, disse a candidata a primeira-ministra Andrea Leadsom nesta segunda-feira.

Andrea foi uma liderança importante na campanha do Brexit. Suas posições, porém, diferem da favorita Theresa May, que apoiou a campanha pela permanência e acredita que o Artigo 50, que inicia processos formais de saída da UE, pode não ser invocado antes do ano que vem.

"Pretendo manter as negociações tão breves quanto possível", disse Andrea a repórteres. "Nem nós, nem nossos amigos europeus, precisamos de incertezas prolongadas e nem tudo precisa ser negociado antes que o Artigo 50 seja acionado e o processo de saída esteja concluído." / AFP, EFE e REUTERS

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