Nigéria adia eleições para 28 de março

A comissão eleitoral da Nigéria informou que adiará as eleições presidencial e legislativa para 28 de março, porque as forças de segurança que estão atualmente combatendo o levante islâmico no país não poderiam garantir a segurança dos eleitores pelo país.

AE, Estadão Conteúdo

07 de fevereiro de 2015 | 21h09

Milhões de pessoas poderiam ficar sem votar se o pleito fosse realizado no dia 14 de fevereiro, porque os extremistas do Boko

Haram ainda detêm uma grande área do nordeste do país, mantendo 1,5 milhão de pessoas desalojadas.

Em entrevista coletiva concedida na noite de sábado, o presidente da comissão eleitoral do país, Attahiru Jega, relatou que conselheiros nacionais de segurança e oficiais de inteligência afirmaram que as forças de segurança precisam de seis semanas para realizar "uma grande operação contra o Boko Haram" e não têm condições de garantir a segurança das eleições.

Segundo ele, seria "altamente irresponsável" ignorar esse conselho e colocar em risco a vida e a segurança de funcionários e materiais eleitorais, eleitores e observadores, bem como a perspectiva de eleições livres, justas e dignas de crédito. "Muitas pessoas vão ficar muito indignadas e irritadas" pelo adiamento, disse Jega. "Quero assegurar a todos os nigerianos: ninguém está nos forçando a tomar esta decisão, esta foi uma decisão muito avaliada."

Grupos de direitos civis organizaram um pequeno protesto contra o adiamento. A polícia impediu-os de entrar na sede da comissão eleitoral em Abuja, capital da Nigéria. Policiais armados bloquearam as vias que levavam até o edifício.

Nos últimos 10 dias, uma ofensiva do Chade e da Nigéria forçou os

insurgentes a deixar uma dúzia de cidades e aldeias. Neste sábado, a Nigéria e os quatro países com que tem fronteiras anunciaram planos de constituir uma força de segurança com 8.750 integrantes até o próximo mês para combater a crescente ameaça regional do Boko Haram.

O plano prevê que Chade e Nigéria contribuam com 3,5 mil militares cada. Camarões e Níger enviariam 750 soldados cada. O Benin contribuiria com 250 pessoas. A força teria como sede a capital do Chade, N''Djamena. Fonte: Associated Press.

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