Nigéria critica EUA por não venderem armas letais

O embaixador da Nigéria para os Estados Unidos criticou a decisão de Washington de se recusar a vender armas letais para o governo do país lutar contra os extremistas do Boko Haram. Em sua declaração, Adebowale Ibidapo Adefuye disse que os norte-americanos estão deixando um antigo aliado em um momento de grande necessidade.

Estadão Conteúdo

11 de novembro de 2014 | 15h01

"O governo dos Estados Unidos até hoje se recusa de permitir à Nigéria comprar equipamentos letais que poderiam derrubar os terroristas em pouco tempo", disse Adefuye a membros do Conselho de Relações Exteriores, em Washington, na noite da segunda-feira. Para o embaixador, o governo e os nigerianos se sentem abandonados com tal recusa.

"Consideramos difícil entender como e porque, apesar da presença dos Estados Unidos na Nigéria com sua tecnologia militar sofisticada, o Boko Haram consegue se expandir e se tornar cada vez mais mortal", afirmou.

O embaixador confirmou que Washington e recusa a atender à demanda da Nigéria por causa das alegações de que forças de defesa violaram Direitos Humanos de suspeitos de integrar o Boko Haram. Segundo Adefuye, tais acusações são baseadas em rumores espalhados por oponentes políticos que buscam uma vitória nas eleições em fevereiro de 2015.

A lei dos Estados Unidos proíbe a venda de armas letais a países cujos militares são acusados de praticar grandes abusos contra os Direitos Humanos. Fonte: Associated Press.

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