Nigéria diz que ataque de helicóptero matou 17 combatentes islamistas

Autoridades nigerianas disseram nesta sexta-feira que forças de segurança apoiadas por artilharia de helicóptero mataram 17 militantes e destruíram dois campos de treinamento que pertenciam à seita islâmica Boko Haram, um numa floresta e outro numa reserva de caça.

Reuters

01 de fevereiro de 2013 | 16h11

O tenente-coronel Sagir Musa, porta-voz das forças conjuntas do Exército e da polícia no Estado de Borno, disse que um soldado também tinha sido morto no tiroteio, que lançou novas dúvidas sobre um cessar-fogo declarado por um suposto comandante da Boko Haram nesta semana.

"O acampamento estava corretamente... fortificado e tinha instalações de treinamento, um arsenal, acomodações, uma farmácia, cozinha, área de depósitos de veículos, latrina e pontos de água", disse Musa. Não ficou claro a qual campo ele se referia.

"O campo era usado para conduzir treinamento e lançar ataques, assassinatos e bombas recentes", disse. O Estado de Borno é o quartel-general da seita e o mais atingido pela insurgência.

Não houve uma reação imediata da Boko Haram, cujos militantes desestabilizaram o maior produtor de energia da África e levantaram temores de que ele pudesse se transformar em uma base para as operações de grupos islamistas ligados à Al Qaeda no Saara.

O xeique Abu Mohammed Ibn Abdulazeez declarou um cessar-fogo unilateral na segunda-feira, instando os integrantes a suspender os ataques que já mataram centenas desde que o grupo lançou sua insurgência contra o governo em 2009.

As autoridades nigerianas receberam bem a medida, mas disseram que não iriam parar as operações militares para manter a segurança.

(Por Ibrahim Mshelizza, com reportagem adicional de Isaac Abrak, em Kaduna)

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