Nigéria prepara força para a Libéria, onde combates prosseguem

À espera da chegada de tropas da Nigéria como parte de uma força internacional que tentará restabelecer a paz no país, os combates com fuzis e granadas entre forças rebeldes e do governo liberiano prosseguiam nesta quinta-feira no estratégico porto de Monróvia, a capital, onde cresce a cada dia o número de refugiados famintos e sem abrigo. Apesar dos enfrentamentos no porto, das explosões esporádicas e tiroteios que atravessaram a noite e a madrugada, os rebeldes disseram esperar que a situação se acalme nos próximos dias. ?Faltam apenas alguns dias para a luta cessar?, disse um líder do grupo insurgente Liberianos Unidos pela Reconciliação e a Democracia (Lurd), Charles Benney, por telefone. ?Não queremos tomar o país à força. Queremos fazê-lo negociando... uma tomada militar do poder não é do interesse de ninguém?, disse Benney, um dos comandantes da campanha de três anos que cercou o presidente Charles Taylor em seu último reduto, a capital. A fraca intensidadade dos combates nesta quinta-feira permitiu que os civis saíssem à ruas à procura de alimentos - e encontrassem os mercados vazios, uma vez que os armazéns do porto através do qual a cidade é abastecida continuam sendo cenário da luta armada. As tropas estrangeiras estão sendo esperadas depois de os chanceleres dos países da África Ocidental terem dito na quarta-feira que a Nigéria enviaria dois batalhões com um total de 1.300 soldados dentro de dias. Mohamed Ibn Chambas, secretário executivo do bloco regional africano, disse hoje que essas tropas chegarão ?dentro de uma semana. Com certeza.? Os EUA ainda não decidiram se contribuirão com a força a ser enviada à Libéria - um forte aliado africano, durante a Guerra Fria, dos americanos, e que foi fundado no século 19 por ex-escravos vindos da América do Norte.

Agencia Estado,

24 Julho 2003 | 11h11

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