Nigéria: presidente promete trazer meninas de volta

O presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, prometeu nesta quinta-feira "fazer todo o possível para trazer nossas filhas para casa", em uma referência ao sequestro em massa de mais de 300 adolescentes nigerianas que já se estende por sete semanas. Segundo ele, os extremistas que sequestraram as meninas ameaçam as conquistas democráticas do país.

AE, Agência Estado

29 Maio 2014 | 13h17

"É um triste fato que, enquanto eu falo a vocês hoje, todos as conquistas do últimos 15 anos de governança democrática no nosso país são ameaçados pela presença do terrorismo internacional em nosso território", afirmou Jonathan. Ele também culpou o levante muçulmano pelos "elementos estrangeiros extremistas" e ofereceu anistia para aqueles que renunciarem à violência. "Para os nossos cidadãos que juntaram as mãos com a Al Qaeda e terroristas internacionais, na crença equivocada de que a violência pode, eventualmente, resolver os seus problemas, as portas permanecem abertas para o diálogo e a reconciliação, se eles renunciarem ao terrorismo e abraçarem a paz."

Jonathan não deu detalhes sobre o que está sendo feito para resgatar as garotas, após as Forças Armadas terem dito esta semana que descobriram a sua localização. O chefe das Forças Armadas já afirmou temer que o uso da força no resgate provoque a morte das sequestradas. Jonathan descartou a libertação de militantes presos do Boko Haram em troca das meninas, que foram raptadas de uma escola na cidade de Chibok em 15 de abril.

O que a Nigéria está experimentando é "uma manifestação da mesma deformada e feroz visão de mundo" que derrubou as Torres Gêmeas em Nova York e matou inocentes na Maratona de Boston no ano passado, afirmou o presidente nigeriano. Milhares de pessoas foram mortas nos cinco anos de insurgência rebelde e cerca de 750 mil nigerianos precisaram deixar suas casas para fugir da violência. Fonte: Associated Press.

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