Nigéria rejeita alerta dos EUA para ameaça de ataque a hotéis

O assessor de segurança nacional da Nigéria rejeitou um alerta emitido pelos Estados Unidos sobre ameaça de bomba em hotéis de luxo da capital, dizendo que a medida foi motivada por uma "não notícia" e está espalhando o pânico desnecessariamente.

REUTERS

07 de novembro de 2011 | 15h47

A embaixada dos EUA emitiu uma advertência aos seus cidadãos no domingo para que evitem três hotéis de luxo em Abuja, que poderiam ser alvejados nesta semana, depois que militantes islâmicos mataram ao menos 65 pessoas em ataques a bomba na cidade de Damaturu, no norte do país, na sexta-feira.

Os ataques foram os mais violentos desde que a seita islâmica Boko Haram promoveu uma insurgência contra o governo em 2009. O grupo reivindicou a responsabilidade pela violência, que deixou corpos nas ruas e delegacias de polícia em ruínas.

"A declaração dos EUA está induzindo a uma ansiedade pública não saudável e gerando tensão evitável", afirmou Owoeye Andrew Azazi, assessor para Segurança Nacional da Nigéria. "O governo quer aconselhar os membros do público de que continuará a garantir a segurança das vidas e das propriedades sob sua jurisdição."

A embaixada dos EUA informou ter "recebido informações de que a Boko Haram deve planejar atacar diversos locais e hotéis em Abuja" nesta semana e que os "alvos podem incluir os hotéis Nicon Luxury, Sheraton Hotel e o Transcorp Hilton Hotel."

Azazi disse que essas eram informações antigas. Os hotéis são vistos como um dos alvos mais óbvios para a Boko Haram, grupo militante inspirado no Taliban cujo nome significa "Educação ocidental é proibida."

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