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Nigéria resgata 100 meninas e 50 mulheres reféns do Boko Haram

Operação militar ocorreu em floresta onde grupo terrorista se esconde; um dia antes quase 300 sequestradas foram recuperadas 

O Estado de S. Paulo

30 de abril de 2015 | 09h45


ABUJA - Os militares da Nigéria disseram ter resgatado nesta quinta-feira, 30, mais um grupo de mulheres e crianças que haviam sido sequestradas pelo grupo terrorista Boko Haram e eram mantidas na floresta de Sambisa, onde o grupo islâmico se esconde.

"Elas foram levadas para uma zona de segurança para posterior avaliação", disse o porta-voz do Exército, o coronel Sani Usman em comunicado. Segundo ele, foram resgatadas nesta quinta mais de 100 meninas e 50 mulheres.

Na operação militar, houve um tiroteio que terminou com alguns mortos, entre eles um soldado e 12 mulheres. O Exército afirmou ter destruído ou recuperado armas que estavam em poder dos insurgentes.

Na quarta, o Exército havia anunciado o resgate de 200 meninas e 93 mulheres escondidas em acampamentos do grupo na mesma floresta, que fica no Estado de Borno, no nordeste do país, em meio à campanha para esmagar uma insurgência islâmica iniciada há seis anos.

O Boko Haram, cujo nome significa "a educação ocidental é pecaminosa", sequestrou pelo menos duas mil mulheres e meninas de suas famílias desde o início de 2014, segundo a Anistia Internacional. Muitas delas acabaram se tornando escravas sexuais ou são usadas como escudos humanos por militantes.

O levante representa a maior ameaça à segurança da Nigéria, maior economia da África e líder continental na produção de petróleo, mas o problema só atraiu amplamente a atenção mundial há cerca de um ano, quando houve um sequestro em massa de mais de 200 estudantes de uma escola na localidade de Chibok.

Ainda não se sabe se alguma das meninas resgatadas nessa semana faz parte do grupo sequestrado em Chibok. Militares afirmaram que ainda existem meninas da escola presas na floresta e algumas foram doutrinadas para acreditar na ideologia extremista do Boko Haram, enquanto outras foram forçadas a se casar com militantes.

Nos últimos dois meses, o Exército nigeriano retomou o controle de porções do território no norte do país, com o apoio de tropas dos vizinhos Chade, Níger e Camarões.

Os nigerianos esperam que o presidente eleito no mês passado, Muhammadu Buhari, um ex-general do Exército, acabe com a rebelião que seu antecessor, Goodluck Jonathan, teve dificuldades para enfrentar. No início do ano, o grupo, conhecido pela violência contra civis, controlava uma área quase do tamanho da Bélgica. /AP e REUTERS

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