Nigéria volta a registrar conflitos entre cristãos e muçulmanos

Governo decretou estado de sítio; porta-voz policial diz que situação é crítica e mais tropas são necessárias

Reuters e Associated Press,

19 de janeiro de 2010 | 14h45

A cidade de Jos, no centro da Nigéria, voltou a registrar conflitos violentos entre cristãos e muçulmanos nesta terça-feira, 19, resultando em um pedido do governo por mais unidade militares no município, onde cerca de 200 pessoas, segundo informaram autoridades de segurança no país.

 

As forças de segurança decretaram estado de sítio de 24 horas depois de policiais e os soldados tentarem conter a violência e fracassarem. Testemunhas disseram que era possível ver fumaça na região norte da cidade e ouvir disparos.

 

Um policial que não quis se identificar disse que até 60 pessoas podem ter morrido nos conflitos desde domingo, embora o dado não pudesse ser confirmado. As forças de segurança estão tentando prevenir uma repetição dos confrontos de novembro de 2008, quando centenas de nigerianos morreram nos piores conflitos religiosos do país em anos.

 

"Tendo em vista a situação atual, eu declaro estado de sítio começando a partir de agora", anunciou nesta terça-feira Gregor Anyating, chefe policial da província.

 

O vice-presidente, Goodluck Jonathan, que assumiu as funções do presidente Umaru Yar'Adua, que está fora de serviço por motivos de saúde, aconselhou as forças de segurança a tomar as medidas necessárias para restabelecer a ordem em Jos. "Eu asseguro que o governo federal controla a situação em Jos", disse o porta-voz do vice-presidente.

 

Conflitos e disparos

 

Sani Mudi, porta-voz do imã local, disse que os confrontos duraram cerca de duas horas. Ele disse ter visto soldados e policiais correndo nas ruas. "Podíamos ouvir disparos de todos os lugares", contou.

 

Mohammed Larema, porta-voz da Polícia, disse que as forças de segurança colocaram um fim às tensões. "A situação está sob controle agora".

 

Um porta-voz do governo, entretanto, desmentiu a situação descrita pelo representante policial. "A situação está ruim e o governo federal ainda tem que enviar as tropas que pedimos", disse Gregory Yenlong se referindo ao pedido de militares adicionais pedidos pelo governo estadual.

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