Nigeriana condenada a morte é absolvida

O tribunal islâmico de Katsina absolveu Amina Lawal, a nigeriana condenada à morte por apedrejamento por adultério, num caso que se arrasta há mais de um ano. Um painel de cinco juízes anulou a sentença anterior de Amina por considerar que a ré não teve "uma ampla oportunidade de se defender". Amina Lawal, uma mãe de família de 32 anos, foi condenada à morte por apedrejamento em março de 2002, por um tribunal islâmico, por ter dado à luz uma criança dois anos depois de se ter divorciado. De acordo com as leis islâmicas, uma mulher divorciada comete adultério se tiver relações sexuais antes de se voltar a casar. O suposto pai da criança, um vizinho de Amina, negou qualquer envolvimento com ela e foi absolvido. A execução da sentença de lapidação consiste em enterrar a condenada até ao pescoço, para depois a apedrejar até à morte, e foi marcada para o início de 2004 para permitir à mulher amamentar a criança, hoje com quase dois anos. A análise do recurso da sentença já tinha sido adiada duas vezes, em agosto de 2002 e em junho deste ano.

Agencia Estado,

25 Setembro 2003 | 11h27

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