Ninguém assume atentado contra integrante do governo provisório iraquiano

Nenhum grupo assumiu a autoria do atentado deste sábado contra Akila al-Hashemi, uma das três mulheres que integram o Conselho de Governo provisório do Iraque. Ela foi gravemente ferida por disparos feitos por três homens, que atacaram o carro em que ela estava, em Bagdá - três guarda-costas dela também foram feridos. Foi o primeiro atentado contra um integrante do Conselho de Governo provisório, criado em julho pela Administração Civil do Iraque, dirigida pelo americano Paul Bremer. Mas têm sido freqüentes os ataques a iraquianos que colaboram com a administração americana - políticos, policiais e até tradutores que trabalham com as forças militares dos Estados Unidos. Segundo testemunhas, os atacantes jogaram duas granadas no automóvel blindado de al-Hashemi e, ao constatarem que ela não havia sido atingida, aproximaram-se e a balearam com armas automáticas, fugindo rapidamente. No Hospital Yarmuk, onde al-Hashemi foi operada, médicos informaram que ela foi atingida por balas "no abdome, num ombro e em uma perna" e submetida a uma operação que durou três horas. Mais tarde, al-Hashemi foi levada para o centro médico instalado pelo Exército americano no aeroporto de Bagdá, aparentemente por causa do seu estado grave. "Este ataque sem sentido não é só contra a pessoa de Akila al-Hashemi", disse Bremer. "É um atentado contra o povo do Iraque e contra os objetivos comuns que compartilhamos para o estabelecimento de um governo plenamente democrático." Al-Hashemi havia previsto viajar para Nova York, integrando a delegação iraquiana que participará da Assembléia Geral das Nações Unidas. Al-Hashemi, membro da comunidade xiita, é especialista em relações exteriores e integrou o governo de Sad-dam Hussein - acompanhava o então vice-premiê Tarik Aziz nas suas viagens ao exterior. O Conselho de Governo, de 25 membros - 13 xiitas, 5 sunitas, 5 curdos, 1 cristão e 1 turcomano - é encarregado de dirigir o país em cooperação com a administração civil americana até a realização de eleições e a formação de um governo democrático.

Agencia Estado,

20 Setembro 2003 | 21h31

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.