Greg Baker/AFP
Greg Baker/AFP

'Ninguém quer ver o caos à sua porta', diz premiê da China sobre Coreia do Norte

Li Keqiang afirmou ainda que não deseja guerra comercial com EUA

O Estado de S.Paulo

15 de março de 2017 | 04h19

PEQUIM - O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, disse nesta quarta-feira, 15, que espera que os países envolvidos no conflito da península coreana trabalhem para diminuir a recente escalada de tensões e voltem à mesa de negociações.

"A China está comprometida com a paz e a estabilidade na península coreana. Ninguém quer ver o caos à sua porta", afirmou Li em coletiva de imprensa ao término da sessão plenária anual da Assembleia Nacional Popular, o legislativo chinês.

Li, no entanto, recusou-se a detalhar que passos dará a China para acalmar a situação na região. Ele se limitou a repetir que seu governo tem cumprido com as resoluções da ONU contra a Coreia do Norte e mantém seu compromisso com a desnuclearização da península.

O premiê chinês advertiu que as tensões não farão outra coisa que "danar" a todas as partes, pelo qual insiste na via do diálogo.

Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, propôs um pacto no qual Pyongyang suspenderia os testes nucleares em troca do término das manobras militares de Washington e Seul na região. O plano foi recusado.

As tensões entre as duas Coreias aumentou no último mês, após o assassinato de Kim Jong-nam, meio-irmão do ditador norte-coreano, Kim Jong-un. Ele foi morto no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, na Malásia, após ser atacado com o agente nervoso VX por duas mulheres - uma vietnamita e outra indonésia. Seul acusa Pyongyang de estar por trás do crime. O regime comunista, por sua vez, crê que Kim morreu de ataque cardíaco.

Geopolítica. Na coletiva de imprensa, Li afirmou que os líderes chineses não desejam ver uma guerra comercial com Washington e expressou otimismo de que as relações entre China e Estados Unidos irão melhorar.

De acordo com ele, as duas maiores economias do mundo devem "defender interesses estratégicos". O premiê disse que uma guerra comercial entre os dois países "não faria o nosso comércio mais justo".

O premiê chinês afirmou ainda que o país não tem planos para desvalorizar o yuan para incentivar as exportações e vai manter sua taxa de câmbio estável. Os comentários do premiê chinês vieram após um período em que o banco central do país ampliou gastos para sustentar o valor da divisa. / EFE e ASSOCIATED PRESS

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