No 4 de Julho, Obama defende lei de imigração

O presidente dos EUA, Barack Obama, usou ontem a cerimônia do Dia da Independência, em que imigrantes que servem nas Forças Armadas ganham cidadania americana, para pedir novamente uma nova lei de imigração. Usando gravata vermelha para celebrar o 4 de Julho, Obama falou sobre os estrangeiros que usam o programa que troca o serviço militar pela naturalização.

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2012 | 03h07

Obama, que concorre à reeleição em novembro, aproveitou a oportunidade para reforçar sua ordem de não deportar centenas de milhares de imigrantes ilegais que se mudaram para os EUA ainda crianças. A medida agradou aos eleitores hispânicos, que podem decidir a eleição para o lado democrata em Estados-chave, como Nevada e Colorado.

"Que maneira perfeita de comemorar o aniversário da América, a mais antiga democracia do mundo, com alguns de nossos mais novos cidadãos", disse Obama aos militares e seus familiares, que vieram de países como México, Gana, Filipinas, Bolívia, Guatemala, China e Rússia. "Vocês colocam o uniforme de um país que ainda não é totalmente o seu. Vocês representaram os valores que celebramos no 4 de Julho: respeito, responsabilidade e patriotismo."

Imigração. A questão da imigração tornou-se um ponto crucial na disputa entre Obama e o candidato republicano, Mitt Romney, pela Casa Branca. O ex-governador do Estado de Massachusetts defende a aprovação de um programa de deportação de imigrantes ilegais, uma proposta que foi muito mal recebida pela comunidade hispânica nos EUA.

Romney acusou Obama de ter motivações políticas para ter determinado, no mês passado, que os filhos dos imigrantes ilegais tivessem licenças de trabalho. O republicano, no entanto, não disse se cancelaria a medida se fosse eleito. / REUTERS

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