No Acre, família aguarda reencontro com senador

Ao deixar a Embaixada do Brasil em La Paz, o senador boliviano Roger Pinto disse a sua filha Denise - que cuidou do pai durante os 452 dias na missão brasileira - que fosse para Brasileia, no Acre, para onde a mulher, as duas outras filhas e os quatro netos do político tinham ido no início de junho de 2012, temendo represálias do governo boliviano. A família espera se reencontrar com o fugitivo o quanto antes.

Guilherme Russo, O Estado de S.Paulo

27 Agosto 2013 | 02h10

"Nós estamos muito felizes. Isso (a fuga de Pinto para o Brasil) era o que todos nós queríamos. Era isso que queríamos há 15 meses, que meu pai viesse para o Brasil protegido pelas autoridades brasileiras. E era isso o que vínhamos esperando durante os piores 15 meses das nossas vidas. Ainda não o vimos, mas o fato de que ele já esteja no Brasil nos deixa bastante tranquilos", afirmou Denise, de 23 anos, ao Estado.

A filha do senador disse que conversou com o pai pelo telefone "logo depois que ele cruzou a fronteira" e, desde então, os parentes estão em "permanente comunicação". "Ele ainda não tem celular. Falamos pela internet", disse Denise, contando que a família conversa em chamadas com vídeo.

A jovem disse que a reação do governo boliviano à fuga de Pinto "não é nada novo". "Faz seis anos que o perseguem, dizem que ele é vagabundo, que não trabalha. A família não se espanta. Meu pai denunciou e continuará denunciando o narcotráfico na Bolívia."

Denise afirmou que, além do comparecimento ao Senado previsto para hoje, Pinto vai buscar em Brasília legalizar sua situação no território brasileiro antes de se reencontrar com sua família.

"Vamos definir algum lugar no meio do caminho. Brasília é muito longe daqui e Brasileia, muito próximo da fronteira com a Bolívia. Tememos que algo possa ocorrer se ele se aproximar muito do território boliviano", disse a jovem.

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