Anja Niedringhaus/AP
Anja Niedringhaus/AP

No Afeganistão, Hillary pede que Karzai realize reformas

Presidente sofre pressão dos EUA e outras nações para combater corrupção e agir contra o Taleban

Agência Estado e Associated Press,

18 de novembro de 2009 | 15h41

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, chegou nesta quarta-feira, 18, para sua primeira visita no cargo ao Afeganistão. Segundo ela, a posse do presidente Hamid Karzai para mais um mandato fornece uma nova chance para ele fortalecer a transparência do governo e tomar passos claros para melhorar as vidas dos cidadãos afegãos.

 

Karzai, que convidou Hillary para um almoço no palácio presidencial, está sob forte pressão dos EUA e de outras nações para combater a persistente corrupção no governo. Muitos esperam que, em seu discurso de posse nesta quinta-feira, ele anuncie medidas concretas para realizar reformas, ajudando o país a superar as recentes eleições marcadas por fraudes, que minaram a confiança no governo.

 

A segurança em algumas ruas foi reforçada para a posse desta quinta-feira. Outras vias foram bloqueadas, com o objetivo de evitar ataques de militantes. "Nós estamos em um momento crítico, às vésperas da posse do segundo mandato do presidente Karzai", afirmou Hillary a funcionários da fortificada embaixada americana em Cabul.

 

Dias antes, memorandos do embaixador dos EUA no Afeganistão, Karl Eikenberry, vazados ao público, questionavam a sensatez de se enviar mais tropas norte-americanas ao Afeganistão, em um momento em que a política local mostra-se instável e incerta. Hillary elogiou os militares que atuam no país, para em seguida sair rumo a um encontro com o comandante das tropas dos EUA, general Stanley McChrystal, que pede mais 40 mil soldados como reforço.

 

Antes, Hillary já disse que os EUA não fornecerão auxílio civil ao Afeganistão, a menos que este melhore no quesito transparência. Karzai reconhece a corrupção e a pobreza no país, mas também reclama que o auxílio externo seja perdido antes de chegar ao povo afegão e que os subornos sejam um elemento persistente nos processos internacionais.

 

Também nesta quarta-feira, o governo alemão informou que ampliará sua missão no Afeganistão por mais um ano, segundo o governo. A medida ocorre apesar da crescente impopularidade da guerra na própria Alemanha. Já morreram mais de 30 militares alemães no norte afegão, onde se concentram as tropas desse país.

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