No aniversário do golpe, vítimas do Khmer pedem julgamento

O ex-ministro das Finanças e chefe da oposição cambojana, San Rainsy, aproveitou o aniversário do golpe de Estado do Khmer Vermelho, que ocorreu no 17 de abril de 1975, para pedir hoje à ONU e ao Governo do seu país que acelerem a criação de um tribunal para julgar a organização maoísta. "Espero que o julgamento comece em breve. Espero que se faça justiça afinal", disse Rainsy durante a cerimônia budista promovida pelo seu partido nos campos de extermínio de Choeung Ek, nos arredores da capital. O Khmer Vermelho assassinou cerca de 14 mil pessoas, inclusive crianças e mulheres, no centro de detenção de Tuol Sleng, mais conhecido como S-21, em Choeung Ek. Cerca de 200 pessoas assistiram à cerimônia. O local foi abençoado por 50 monges budistas. A cambojana Men Yean, de 53 anos, uma das vítimas, foi a Choeung Ek. "Perdi a seis membros da minha família. A ONU deveria julgar os assassinos logo, antes que seja tarde", disse. O regime de terror de Pol Pot, entre 1975 e 1979, matou cerca de 1,7 milhão de pessoas. Ele dirigiu o Khmer Vermelho do início dos anos 60 até sua morte, em 1998, quando a organização se esfacelou. O Governo do Camboja pediu ajuda às Nações Unida em 1997 para estabelecer um tribunal internacional. Após um longo período de negociações, a corte deve começar a trabalhar no fim de 2006 ou início de 2007.

Agencia Estado,

17 Abril 2006 | 04h21

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