No Ano Novo Lunar, tempo melhora e China deixa o caos climático

Fogos de artifício anunciaramna quinta-feira o início do Ano do Rato, mas milhões dechineses passaram o feriado com frio, enquanto eletricistastentavam restabelecer o fornecimento energético, afetado pelopior inverno em um século. Os líderes do país passaram o Ano Novo Lunar em algumas dasregiões mais atingidas no centro-sul da China, tentando darconsolo aos moradores e ânimo às equipes de auxílio. Em sua terceira visita às áreas afetadas nos últimos novedias, o primeiro-ministro Wen Jiabao esteve nas Províncias deJiangxi e Guizhou. Parou em uma cidade que está há três semanassem energia. Além de mobilizar mais de um milhão de soldados ereservistas para combater a neve e o gelo, o governo tambémacionou sua máquina de propaganda para animar os cidadãosdurante a festa mais importante do ano. "Quando um desastre ocorreu, a ajuda veio de todos oslados, o que indicou a superioridade do socialismo chinês",disse Wen à agência estatal de notícias Xinhua. Em Chenzhou, na província de Hunan (centro), a luz começa avoltar após 11 dias de apagão. Cerca de 1.000 torres e posteshaviam desabado na região devido ao peso do gelo e da neve. A imprensa estatal diz que a energia foi total ouparcialmente restaurada em 164 dos 169 condados no centro,leste e sul da China, que são justamente as regiões menospreparadas para invernos rigorosos (ao contrário do norte,habituado ao frio extremo). Muita gente morreu em acidentes relacionados à neve nosdias anteriores ao feriado, mas o clima melhorou a tempo depermitir que milhões de chineses chegassem a suas cidades detrem, carro e ônibus, naquela que é a maior migração cíclica dahumanidade. Só na quarta-feira, quando foi suspenso o alerta por mautempo, a rede ferroviária chinesa transportou 2,54 milhões depassageiros, segundo o governo. As rodovias se normalizaram, esó um aeroporto, o de Ghizhou, permaneceu fechado. O ensurdecedor som dos fogos de artifício vai reverberarpor toda a China durante grande parte dos próximos 10 dias. AXinhua disse que em Pequim uma pessoa morreu e 75 ficaramferidas usando rojões.

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