No Bahrein, 15 mil pedem a queda da monarquia em funeral de manifestantes

Até o momento, 4 pessoas já morreram em manifestações contra o governo na ilha do Golfo Pérsico

Efe

18 de fevereiro de 2011 | 08h31

Manifestantes protestam pela morte do estudante Mahmoud Maki Abu Taki. Foto: Hassan Ammar/AP

 

 

MANAMA - Com palavras de ordem exigindo a queda do regime, mais de 15 mil pessoas se concentraram nesta sexta-feira, 18, nos arredores da capital do Bahrein, Manama, por ocasião do enterro de duas pessoas que morreram ontem quando as forças de segurança dispersaram os manifestantes da Praça da Pérola.

 

Veja também:

especial Infográfico: A revolta que abalou o Oriente Médio

mais imagens Galeria de fotos: veja imagens dos protestos

blog Radar Global: Protestos no mundo islâmico

 

Durante a manifestação, que acontece na zona de Shifra, nos arredores da capital, os participantes mostraram descontentamento e raiva com as autoridades.

 

Além disso, gritavam lemas nacionalistas como "o Barein é a minha casa" e frases em homenagem aos mortos, considerados mártires.

 

Não eram notadas as presenças de policiais e militares perto dos protestos, segundo constatou a Agência Efe.

 

Quatro pessoas morreram nos enfrentamentos de ontem entre as forças de segurança e os manifestantes, enquanto o Ministério da Saúde calcula em 200 o número de pessoas feridas. Desde o início dos protestos, em 14 de fevereiro, seis pessoas já morreram no Bahrein.

 

A praça Lulu (Pérola, em árabe), onde ocorreram os trágicos eventos e na qual se concentraram os manifestantes durante duas noites consecutivas, continua bloqueada nesta sexta-feira pelas forças de segurança após o despejo de ontem.

 

Sete partidos opositores bareinitas, entre eles o Al Wifaq, a principal força da oposição, pediram na quinta-feira que o governo apresente sua renúncia.

 

A revolta popular conta com uma participação sem precedentes no país, um arquipélago com uma superfície de apenas 727 quilômetros quadrados no qual vivem pouco mais de um milhão de pessoas, sendo a metade estrangeiros.

 

Leia mais:

linkIêmen tem oitavo dia seguido de protestos

linkDois milhões de egípcios celebram 'Dia da Vitória'

linkMilitares ocupam segunda maior cidade da Líbia

Tudo o que sabemos sobre:
Bahreinprotestos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.