No Brás, libaneses protestam contra ofensiva israelense

Mahmoud al-Arab, de 65 anos, veio da cidade de Presidente Epitácio, no interior para protestar, na capital, pelo fim dos ataques de Israel ao Líbano e à Faixa de Gaza. Ele era um dos cerca de 700 manifestantes - segundo a organização, porém a reportagem constatou um número menor - que se reuniram hoje, às 13h30, para uma caminhada de uma hora pelas ruas do Brás, pelo fim dos conflitos no Oriente Médio."Na hora de se unir, não há partido, somos todos árabes", disse Mahmoud, nascido em Jerusalém, que se qualifica como palestino. Outros participantes, como Samar Yakzan, tinham uma visão menos extrema. "Radicalismo não é legal, mas os dois lados têm radicais", disse ela, referindo-se ao Hezbollah, grupo xiita que enfrenta Israel. Vários manifestantes portavam bandeiras do Líbano e alguns tinham bandeiras do Iraque e do Hezbollah. Além disso, havia faixas contra a "matança no Líbano" e o "Estado assassino de Israel".O protesto saiu da altura do número 900 da rua Barão de Ladário, em frente à mesquita local. Havia um pedido aos comerciantes da região para que fechassem as portas, mas a maioria do comércio funcionou normalmente. Um dono de um estabelecimento que levava o Líbano no nome preferiu manter os negócios. "Eu ia fechar, mas agora eles já estão passando. E por causa dos clientes...", justificou-se.

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