No Brasil, uma vitória da tradição

Em 15 de novembro de 1889, o Brasil quis romper com a monarquia, associada ao atraso e à escravidão. Os republicanos, porém, tinham muitas ideias, mas poucos símbolos. No livro Formação das Almas, o historiador José Murilo de Carvalho conta a história de um sargento do 2.º Regimento de Artilharia de São Cristóvão que jogou fora a bandeira imperial quando as tropas marcharam para o golpe militar no Campo de Santana, no Rio, e ficou sem nada para segurar.

Cristiano Dias, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2015 | 02h03

A primeira bandeira, feita a toque de caixa pelo jornalista Lopes Trovão, hasteada por José do Patrocínio na Câmara Municipal do Rio logo após a proclamação da República, foi mal recebida por ser uma cópia da americana. Começava uma divertida batalha entre os republicanos que defendiam uma república liberal, favoráveis à bandeira dos EUA, e os positivistas, que defendiam uma ditadura republicana como na tradição francesa. A solução foi um acordo à brasileira. O desenho da nova bandeira, encomendado pelos positivistas ao pintor Décio Villares, resgatava o velho estandarte imperial, verde e amarelo, apenas substituindo os símbolos da monarquia pela esfera azul com a frase "ordem e progresso".

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