No Brasil, chanceler árabe defende ajuda a rebeldes

Em reunião no Itamaraty, os chanceleres do Brasil, Antonio Patriota, e dos Emirados Árabes Unidos, xeque Abdallah bin Zayed al-Nahyan, apresentaram visões distintas sobre a crise síria. Enquanto Brasil continua a defender o diálogo e a diplomacia com o governo de Bashar Assad, os Emirados, mesmo dando espaço à mediação da ONU, afirmam que a melhor maneira de acabar com o "banho de sangue" é fazer chegar suprimentos aos rebeldes.

LISANDRA PARAGUASSU, BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2012 | 03h07

"Essa questão de armar os rebeldes é controvertida e não há um consenso mesmo na própria Liga Árabe", afirmou Patriota, que nega que os dois países divirjam sobre a questão. "Armar os rebeldes significa incensar e potencialmente aumentar o nível de violência. É tudo o que não queremos ver."

Al-Nahyan, no entanto, acusou Assad de ser responsável pelas mortes. "Quando eu falo em banho de sangue, há apenas um lado responsável, que é o regime sírio", disse. "Infelizmente, a liderança síria não está ouvindo a população síria, nem o mundo árabe, nem a comunidade internacional."

Patriota defendeu ainda um cessar-fogo para a entrada de observadores internacionais na Síria.

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