No Catar, oposição síria busca aliança anti-Assad

Sob pressão de EUA e europeus, facções rivais que lutam contra o regime tentam superar divisões e criar comando político único

DAMASCO, O Estado de S.Paulo

05 de novembro de 2012 | 02h05

Facções rivais da oposição síria deram início ontem a uma reunião de cinco dias em Doha para tentar criar um comando unificado capaz de representar internacionalmente os rebeldes e acelerar o envio de armamento para derrubar o regime de Bashar Assad. A cúpula ocorre sob intensa pressão externa, incluindo dos EUA, para que a oposição síria supere suas cisões e comece a falar com uma só voz.

O encontro no Catar é a primeira ampla iniciativa com o objetivo de integrar as organizações da oposição no exílio aos insurgentes que enfrentam diariamente os soldados de Assad. Os 19 meses de violência na Síria deixaram mais de 32 mil mortos, segundo estimativas da ONU, e ameaçam cada vez mais levar a uma conflagração regional.

As divisões entre seculares e radicais islâmicos, além da tensão entre opositores no exílio e insurgentes no front de batalha, vêm impedindo a criação de uma coalizão unificada contra Assad. Essa fragmentação foi duramente criticada na semana passada pela secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.

Na cúpula em Doha, a ideia é ampliar o Conselho Nacional Sírio (CNS), principal guarda-chuva de grupos de oposição a Damasco, incluindo pelo menos cem novas facções que tentam derrubar o regime.

Enquanto a oposição se reunia no Catar, aviões e artilharia do governo da Síria ampliaram os ataques a redutos opositores no norte do país, perto da região de Alepo.

Os rebeldes, porém, afirmaram ontem ter capturado um campo de petróleo no leste da Síria após seis dias de combates. A informação também foi veiculada pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos, grupo com base em Londres. / AP e REUTERS

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